quarta-feira, 11 de maio de 2016

Santa Maria Domingas Mazzarello - 13 de Maio


Santa Maria Domenica Mazzarello
1837-1881
Co-Fundadora do Instituto das Filhas 
de Maria Auxiliadora
- Irmãs Salesianas - 

Maria Domênica Mazzarello nasceu em 9 de maio de 1837, em Mornese, Itália. Filha de camponeses, era a primogênita de dez filhos e aprendera a trabalhar duro, ajudando a mãe, Maria, nos trabalhos de casa e o pai, José, nos vinhedos, até que a irmã Felicina pôde substituí-la em casa.
Os pais eram cristãos fervorosos, muito preocupados com a educação dos filhos, e se dedicaram especialmente à primogênita. Para isso contaram com a ajuda de padre Domingos Pestarino, que teve forte influência na formação espiritual de Maria Domênica.
No dia 9 de dezembro de 1855, nasceu em Mornese a Pia Sociedade das Filhas da Imaculada, composta por moças escolhidas a dedo por dom Pestarino. Maria Domênica, então com dezoito anos, era uma delas. Esse grupo se distinguiu pela dedicação às meninas mais desprotegidas, pela preocupação com a catequese e com o acompanhamento às mães cristãs. Entre elas, Maria Domênica sobressaía, pela alegria e pela liderança que exercia.
Em 1857, durante uma epidemia de tifo, Maria Domênica foi cuidar de parentes que haviam contraído a moléstia. Mas o esforço a debilitou e ela também ficou doente. Com muito custo conseguiu se recuperar, mas a antiga energia nunca mais voltou. Assim, impossibilitada de trabalhar nos campos, convidou Petronila, sua grande amiga e Filha da Imaculada, para freqüentarem aulas de corte e costura com o alfaiate do lugar, para aprenderem a profissão.
Quando estavam aptas, abriram uma salinha de costura no povoado, para ensinar às meninas do povo não apenas a costurar, mas a amar muito Jesus e Nossa Senhora e viver sempre na presença deles: "Cada ponto da agulha seja um ato de amor a Deus".
Dessa salinha de costura nasceu o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. O número de meninas aumentava e algumas, não tendo para onde ir, permaneciam ali. Vendo o trabalho que faziam, outras moças quiseram juntar-se a elas e, logo, constituíram um grupo de moças, unidas por um mesmo ideal, fortalecidas por uma mesma espiritualidade, vivendo vida comum.
Quando dom João Bosco, hoje santo, as conheceu, no início de outubro de 1864, percebeu que ali estava a resposta de Deus ao seu desejo de fazer pelas meninas o mesmo que ele já vinha fazendo pelos meninos. E assim, depois de longa preparação, em 1872 nasceu o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, as Irmãs Salesianas.
Maria Domênica foi logo eleita superiora e confirmada por dom Bosco. E sob sua direção o Instituto cresce e se expande pela Itália, pela Europa e chega até à América. Quando ela morre, aos quarenta e quatro anos de idade, em 13 de maio de 1881, suas irmãs já eram realidade na Igreja e em dois continentes. Hoje, sua congregação espalha-se por todo o mundo a serviço da juventude pobre e desamparada.
Maria Domênica Mazzarello foi canonizada pelo papa Pio XII em 1951 e sua veneração ocorre no festivo dia da celebração de Nossa Senhora de Fátima, data em que a fundadora foi ao encontro do Pai Eterno.
Fonte: Paulinas em 2016

Santa Maria Domingas Mazzarello, fundadora das Salesianas

Fundadora [1837 – 1881] – 44 anos

Dia 13 de maio é conhecidíssimo na Igreja como o dia de Nossa Senhora de Fátima, a quem pedimos a graça de fazermos penitência e nos convertermos. Também, nesse dia, a Família Salesiana celebra a fundadora das Filhas de Maria Auxiliadora.

Berço
Foi em Mornese, um povoado ao norte da Itália, que, no dia 9 de maio de 1837, nasceu Maria Domingas Mazzarello, primeira de dez filhos do casal José Mazzarello e Maria Madalena Calcagno. Desde muito cedo, Maìn – apelido pelo qual Maria era carinhosamente conhecida – ajudou a cuidar de seus irmãos e dos afazeres domésticos.

Iniciação cristã
Começou a frequentar as aulas de catecismo e a se destacar nelas, pois tinha grande paixão pelas coisas de Deus. Aos 13 anos, fez a primeira comunhão, assumindo o compromisso de fazer de Jesus o seu grande amor e da Eucaristia diária o seu centro de vida. Aos 16 anos, ajudava seu pai no trabalho dos vinhedos e era conhecida por seu forte caráter e espírito de liderança.
Quase todos os dias, bem cedo, Maria percorria um íngreme caminho para participar da missa. Percurso que, no inverno, ficava ainda mais difícil devido ao frio e à neve.

Caridade na epidemia
Em 1860, a epidemia do tifo se abateu sobre o povoado de Mornese. A família dos tios de Main foi uma das primeiras a contrair a doença. A pedido de padre Pestarino, seu diretor espiritual, Maria foi ajudá-los, mesmo sabendo que poderia contrair a doença, e foi o que realmente aconteceu. A partir daí, o rumo de sua vida mudou completamente. Perdendo as forças físicas e não podendo mais trabalhar no campo, começou a se questionar sobre o que iria fazer para ajudar as pessoas, foi então que certa vez, ao caminhar pela colina de Bargo Alto, teve a visão de um alto edifício, parecido com um colégio e com muitas meninas correndo, brincando num grande pátio interno e ouviu nitidamente estas palavras: “Tome conta destas meninas! A ti as confio!”.

A voz de Maria
E com coração aberto, Maìn compreendeu que a voz que confiava a ela as meninas era a de Nossa Senhora e decidiu aprender a costurar, para ensinar as jovens da sua pequena cidade, com isso, as manteria longe dos perigos e do pecado, ensinando-as a fazer de “cada ponto da agulha, um ato de amor a Deus”. E foi com Petronilla, sua amiga e companheira, que montou uma sala de costura e começou a ensinar o ofício.

Treinamento na virtude
As famílias de Mornese começaram a mandar-lhe as filhas; e as aulas de costura tornaram-se aulas de treinamento na virtude. Um dia, um senhor viúvo, entregou-lhe as suas filhas para que as educasse. Assim, a oficina passou a ser um novo lar para as várias meninas, que viam em Maria sua segunda mãe. Aos domingos, após a missa, na praça da igreja, outras crianças se uniam a Maria e a Petronilla, para brincar e divertir-se.

Surge Dom Bosco
Em 1864, Dom Bosco chegou a Mornese com seus meninos. Todos queriam vê-lo e ouvi-lo. Maria também… Dom Bosco expôs ao padre Pestarino seu projeto: construir um colégio para os meninos. Antes de partir, ficou conhecendo as iniciativas de Maria e Petronilla: a oficina de costura, o orfanato e a recreação aos domingos para todas as crianças do povoado. Dom Bosco se empolgou com o trabalho delas e propôs a fundação de um instituto feminino que fizesse pelas meninas o que ele fazia em Turim para os meninos.

Início das Irmãs Salesianas de Dom Bosco
Após um caminho de acompanhamento feito por padre Pestarino e Dom Bosco que, no dia 5 de agosto de 1872, na Capela do Colégio de Mornese, 11 jovens – entre elas Main – emitiram os votos religiosos e se consagram a Deus, dando início a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora – irmãs Salesianas de Dom Bosco — o nome da congregação foi dado pelo fundador que desejava que cada Filha de Maria Auxiliadora fosse um monumento vivo de sua gratidão a Nossa Senhora, por tudo que realizou na obra salesiana.
Maria Mazzarello, foi escolhida para ser a primeira Madre da congregação; e tamanha era sua humildade que assumiu a função apenas se fosse ela a vigária porque Nossa Senhora era a verdadeira superiora. Madre Mazzarello foi sempre empenhada na animação das comunidades de Irmãs e na educação de crianças, adolescentes e jovens. Cultivou com sabedoria a união entre todas. Ocupou-se com a abertura de novas casas na Itália e além mar. Seu legado era marcado pela alegria, coragem e humildade, virtudes que sempre recomendava em suas cartas, além do grande amor que cultivava por Jesus e Maria.

Uma frase da santa
“A alegria é sinal de um coração que muito ama ao Senhor!”

Páscoa
No dia 13 de maio de 1881, Madre Mazzarello partiu deste mundo. Sua breve vida, 44 anos, continua sendo uma chama de amor contagiante, que ilumina ainda hoje a sua Família Religiosa. Suas filhas — as Filhas de Maria Auxiliadora, presentes nos cinco continentes, continuam atuando no espaço-educação, fiéis ao carisma da fundação, à identidade que lhes é própria e à missão que lhes cabe no coração da Igreja.
No dia 24 de junho de 1951, a Igreja declarou oficialmente a santidade de Maria Domingas Mazzarello e sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de maio.

A minha oração
Virgem Maria, a vida de Madre Mazzarello foi marcada com exemplos de uma espiritualidade simples, mas rica de interioridade, de uma profunda paixão pela salvação das jovens, um ardente espírito missionário aberto a horizontes ilimitados e cheia da alegria que vem de Deus. Rogue por nós, junto a Jesus, para que sigamos seus passos. Amém.”

Santa Maria Domingas Mazzarello, Rogai por nós!

Outros santos e beatos que a Igreja faz memória em 13 de maio:
1 - Em Le Puy-en-Valay, localidade da região de Poitiers, na França, Santo André Huberto Fournet, presbítero, que, sendo pároco durante a Revolução Francesa, embora proscrito pelos inimigos da Igreja, fortaleceu na fé os fiéis; e depois de restituída a paz à Igreja, juntamente com Santa Isabel Bichier des Âges, fundou o Instituto das Filhas da Cruz. († 1834)
2 - Em Maastricht, na Gália Bélgica, atualmente na Holanda, São Servácio, bispo de Tongres, que, nas controvérsias suscitadas em vários concílios acerca da natureza de Cristo, defendeu a verdadeira fé nicena. († c. 384)
3 - Em Poitiers, na Aquitânia, na actual França, Santa Inês, abadessa, que, consagrada pela bênção de São Germano de Paris, governou com grande espírito de caridade o mosteiro de Santa Cruz. († 588)
4 - Em Goriano Sícoli, nos Abruzos, região da Itália, a Beata Gema, virgem, que viveu encerrada numa pequeníssima cela junto da igreja, de onde apenas podia ver o altar. († 1465)
5 - Em Como, na Lombardia, também região da Itália, a Beata Madalena Albríci, abadessa da Ordem de Santo Agostinho, que estimulou eminentemente o fervor das irmãs religiosas. († 1834)

Redação: Irmã Luana Oliveira, FMA – Filha de Maria Auxiliadora
Produção: Fernando Fantini – Comunidade Canção Nova

Santa Maria Domingas Mazarello


Fundadora da congregação Filhas de Maria Auxiliadora - FMA

Comem. litúrgica: 13 de maio

Também nesta data: Nossa Senhora de Fátima, Santa Júlia e Santa Glicéria

Maria Domingas Mazarello nasceu no dia 9 de maio de 1837, filha de José Mazarello e Maria Madalena Calcagno, numa pequena vila de Mornese, região de Monteferraro, situada ao Norte da Itália.
Aos oito anos de  idade,  saiu de  casa  a  fim de fazer companhia a  um casal sem filhos, convivência esta que lhe proporcionou bom aprimoramento nas virtudes  cristãs,  tanto pela dedicação à orações, como pelas visitas às igrejas, mas alguns meses depois, retornou para sua casa.
Sua família cresceu unida em volta da mãe, responsável em aprimorar a formação religiosa dos  filhos, enquanto o pai muito a  auxiliou na alfabetização.  Começou a  freqüentar a catequese, onde sobressaiu-se e fez a Primeira  Comunhão, isto em 1850,  portanto, com 13 anos de idade.
Aos 16 anos já ajudava o pai na lavoura e na época da adolescência, dedicava-se à oração. Cresceu neste ambiente, típico de gente camponesa, amante da terra e das próprias tradições.
Em 1860,  a tifo atingiu a vila de Valponasca,  tendo a  família de seu tio sido uma das primeiras a contrair a doença.  Maria Domingas, mesmo sabendo dos riscos em  contrair a doença,  vai ajudá-los e, de fato, acabou também contaminando-se, o que culminou na mudança total do rumo da sua vida, já que ficou impossibilitada de trabalhar no campo.  Em decorrência disso,  aprende a  costurar e com o tempo passou a  ensinar o ofício às jovens de sua pequena cidade. Em companhia da amiga Petronilla,  monta uma sala de costura e começa a ensinar a técnica às meninas. As famílias então começaram a mandar as filhas para as aulas de costura, que logo tornaram-se aulas de treinamento nas virtudes cristãs.
Os projetos de Deus começaram a criar novo corpo. Certo dia, quando um senhor ficou viúvo, decidiu mandar as  filhas para que recebessem a já tão conhecida e  esmerada educação.  Assim, a oficina transformou-se em um novo lar para várias meninas, que tinham em Maria Santíssima, sua Mãe. Todos os domingos, após a Missa, na praça da igreja, outras crianças se uniam a Maria Domingas  e a Petronilla para brincar e divertir-se.
Quatro anos depos (1864), São João Bosco chegou ao vilarejo de Mornese com seus meninos e todos  queriam vê-lo e  ouví-lo.   Maria Domingas Também foi vê-lo e  nesta ocasião, Dom Bosco falou de seu projeto, ou seja, a construção de uma escola para meninos.  Antes de partir, Dom Bosco falou com as Filhas de Maria Auxiliadora e tomou conhecimento integral da  iniciativa de Maria e Petronilla, ou seja, a  oficina de costura, o orfanato e  a recreação aos  domingos  para as crianças da vila, além das práticas da oração e  piedade cristã.  Empolgado com o belo trabalho desenvolvido, propôs a fundação de  um instituto feminino com o mesmo objetivo dos salesianos. Daí a poucos dias, com muito entusiasmo, iniciou-se a construção de um colégio na cidade.
Padre Pestarino,  pároco da cidade,  que se tornara salesiano, foi chamado a Turim e  recebeu a notícia de que o Papa havia aprovado o projeto de Dom Bosco:  fundar uma congregação feminina.  Como em Mornese estavam as  iniciantes convidadas, determinou que o colégio em construção fosse delas.  Maria Mazarello vê assim,  a  concretização de um sonho:  Fazer pelas meninas, o que João Bosco vinha fazendo pelos meninos.
Em 05 de agosto de  1872,  na  capela do Colégio,  11 Filhas de Maria Auxiliadora recebem os votos  e consagram-se a Deus. Era o início de uma obra que iria expandir-se rapidamente,  com empenho direto de São João Bosco, responsável pelo estabelecimento e  criação de novas unidades sociais e missionárias pelo resto do mundo.
Maria Mazarello, agia solicitamente na instalação de  outras casas em território italiano, viajando em consecutivas visitas às casas então fundadas.   Observava a abundância em algumas e penúria em outras.  Diante de sérias dificuldades e obstáculos,  sempre as  confortava, falando dos sacrifícios que  acompanharam o início do instituto.
Entregou sua alma a Deus com apenas 44 anos, no dia 14 de maio de 1881. Suas filhas,  presentes e  atuantes no mundo inteiro, continuam alimentando este belo trabalho em todos os continentes, fiéis  aos  ideais de Dom Bosco e  Madre Domingas Mazarello.
Seu corpo permanece incorrupto na Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim - Itália, junto ao de São João Bosco (também incorrupto).
Fonte: Pagina Oriente em 2016

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